Crítica Cinematográfica

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CORVO DE GESSO 2020

Filme Um Dia Frio

Título: Um Dia Frio Direção: João Ricardo Costa

Elenco: Michael Bahr, Haroldo Capote Filho, Julio Cesar, Juliet Emannuele Mury Gois, Aline Santos, João Victor Ploszaj, Felipe Ribas.

 

Posso afirmar com toda convicção que histórias de mistério sempre cativaram o indivíduo como um todo, quer seja algo em tom macabro e gótico, com uma mescla de sobrenatural, como ocorre com Edgar Allan Poe, ou algo mais pé no chão, com deduções frias e lógicas voltadas ao ceticismo e frieza como nos contos de Arthur Conan Doyle, onde a estrela principal é o icônico “Detetive Consultor” Sherlock Holmes, sempre retratando os mais variados casos de criminalística com uma narração. Muitas vezes narrados por terceiros sendo ou não um personagem coadjuvante ou pelo próprio protagonista da história em questão. O curta em questão segue pelo aspecto Noirpreto em francês- estilo muito popular de “histórias de detetive” que perduram nos Estados Unidos nas décadas de 1940 a 1950 oriundas do expressionismo alemão e das pinturas barrocas do pintor Caravaggio-como era conhecido Michelangelo Merisi- onde suas obras possuíam este efeito claro/ escuro em suas obras. Seguindo de uma narrativa em primeira pessoa ao estilo ao qual eu assemelhei a Brahm Stoker- no aspecto de narrar o seu romance “Drácula” por meio de datas e relatos escritos- o curta de João Ricardo Costa, nos mostra um detetive- Jack- narrando sua trajetória até uma cena do crime em questão expressando cada sensação do protagonista, desde o gosto do café tomado a suadeira em suas pernas dando cada detalhe minucioso mesclando análise fria a sentimentos do protagonista. No entanto, apesar do histórico dúbio de moralidade da maioria dos personagens desse nicho narrativo, onde o cinismo, a violência e a dualidade é presente o protagonista geralmente não é o inimigo, criminoso, assassino do longa em si. Mas aqui, através de um plot twist- no mínimo sutil, daí dar-se a importância da atenção aos diálogos, o curta metragem faz uma denúncia social toda arquitetada de uma forma muito bem criativa e que prende o telespectador, dando uma mescla de intriga e desconforto- tudo graças a ambientação pesada característica deste estilo de filmografia.

Posso ser um pouco suspeito para falar de obras de mistério, sendo apaixonado pelos filmes de Sherlock Holmes, desde Basil Rathbone e seus diversos filmes, ou uma Cilada para Roger Rabbitobra esta que faz uma homenagem cartunesca espetacular ao gênero e seu saudoso Bob Hoskin, requiescat in pace, fazendo o papel principal de detive “durão”- mas esta em questão chamou minha atenção tanto pela narrativa bem estruturada, quanto a trilha envolvente e animação, ao qual me lembrou “Sin City” de Frank Miller no estilo de ambientação e aspecto. O curta metragem tem um potencial interessante para se tornar uma série ou minissérie animada, dandolhe assim a oportunidade de maior desenvolvimento de personagens e criação de novos, entregando todas a peças de forma sucessiva e gradual envolvendo o telespectador na trama e transmitindo sua mensagem de forma discreta mas ao mesmo tempo de forma clara e objetiva sob o mesmo aspecto das cores em um retrato bem pintado e aumentando nossa percepção para detalhes, nos fazendo refletir e tirar nossas conclusões sobre a situação desenvolvida.

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Entusiasta da sétima arte, aprendeu a aprecia-la após assistir o Retorno de Jedi, num sábado a tarde, aficionado por filmes de fantasia e animação, passou boa parte da infância assistindo desenhos clássicos da Cartoon Network e longas animados em VHS. Possui uma queda por filme de monstros, sendo o gênero Tokusatsu o seu favorito, e filmes de fantasia- é um fã declarado de Star Wars e seus derivados. Como lista de filmes favoritos segue um top Seven: O Império Contra Ataca (1980- Irvin Keshner), Gojira (1954- Ishiro Honda), Alien o Oitavo Passageiro (1979- Ridley Scoot), Intocáveis (1987- Brian de Palma), O Castelo Animado (2004- Hayao Miazaki), O Poderoso Chefão (1972- Francis Ford Coppola) e Trilogia Indiana Jones (1982- Steven Spielberg)

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CORVO DE GESSO 2020

Filme 50 pensamentos por minuto

Título: 50 pensamentos por minuto

Direção: Vitória Mantovani e Enio Fernandes

Elenco: Wesley Schimid

A palavra que mais consigo descrever neste pequeno, porém, intrigante curta é identificação. Ele descreve conscientemente a sensação de ansiedade, pânico e quantidade de pensamentos que se passam na mente de uma pessoa que sofre desse mal.

O som ao redor, a ambientação, que se passa em uma estação de metrô, o coração acelerado do protagonista todos servem de estrutura para a situação sufocante ao qual o mesmo passa. Essa sensação é como ficar preso em um Limbo- do latim, “limbus”- totalmente incapaz de perceber o tempo ao redor inerte, prisioneiro das próprias emoções.

Muitas obras de terror e suspense usam deste recurso, no entanto, a usam como segundo plano inserindo em aspectos de clímax, geralmente no final do filme por exemplo Alien o Oitavo Passageiro e a sua interminável meia hora de encerramento, onde acompanhamos Ellen Ripley (Sigourney Weaver) em sua fuga desesperada da Nostromo para se livrar do maldito- que por coincidência ou não é o tempo que dura uma crise de ansiedade.

Por experiência própria eu sei muito bem o que se passa com o jovem estudante ( Wesley Schimid) e senti na pele a mesma coisa. Como mencionei anteriormente identificação é a palavra que melhor descreve está obra e ela lhe entrega com louvor a mensagem que se desejava transmitir.

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Entusiasta da sétima arte, aprendeu a aprecia-la após assistir o Retorno de Jedi, num sábado a tarde, aficionado por filmes de fantasia e animação, passou boa parte da infância assistindo desenhos clássicos da Cartoon Network e longas animados em VHS. Possui uma queda por filme de monstros, sendo o gênero Tokusatsu o seu favorito, e filmes de fantasia- é um fã declarado de Star Wars e seus derivados. Como lista de filmes favoritos segue um top Seven: O Império Contra Ataca (1980- Irvin Keshner), Gojira (1954- Ishiro Honda), Alien o Oitavo Passageiro (1979- Ridley Scoot), Intocáveis (1987- Brian de Palma), O Castelo Animado (2004- Hayao Miazaki), O Poderoso Chefão (1972- Francis Ford Coppola) e Trilogia Indiana Jones (1982- Steven Spielberg)